terça-feira, 26 de maio de 2009

E por medo...

Por medo tudo se perdeu
Perdi a estrada, a hora e a companhia.
Perdi a cabeça e o coração.
E tudo foi embora num piscar de olhos.
Por medo, pus minha vida numa bandeja e entreguei à rua.
Por medo, entreguei tudo de mim
E me perdi.


Pelo simples sentimento de medo
Entreguei tudo de mais valioso.
E me levaram embora
Pro lado oposto do sol
Onde só existe escuridão.
Não há sol aqui, preciso de luz.


JehuLucena!

sábado, 23 de maio de 2009

Sentimentos

E eu já nem sei mais o que sinto
Será isso amor ou absinto?
Será isso que me torna dormente
Coragem ou bobagem?
Eu já estou sem saber.
Aqui, com a chuva a bater na minha janela
Esperando uma resposta do tempo.
E ele não passa, parece que empancou.

Uns dias me sinto aqui,
Alegre
Outros eu já nem sei mais o que é sentir.
Dias assim é tão ruim.
Sentir a nostalgia de coisas ruins que passaram.
Nos meus momentos estou eu a pensar.
Os meus erros a encarar
E estou sempre em busca para encontrar
A resposta certa para acertar.

Compartilhar

E aqui estou
Sempre estive pra falar a verdade.
Estou a sua disposição
Estou sempre em suas mãos.
Como e quando resolve vir.
Estou assim, entregue.
Esperando o momento certo para viver
Sempre estou, aqui, alí, acolá.
É só preciso que você possa enxergar
Que eu estou aqui
A te esperar!

Para aprender

Para aprender é preciso lutar
É preciso coragem
Enxergar os fatos, e olhar sempre à frente.
Para aprender é preciso passar
A vez do outro na frente
A mão na cabeça do amigo
E dizer que o ama.
Para aprender é preciso praticar
A amizade e o amor
A cumplicidade e a alegria.
Para aprender é preciso confiar
Que um dia vai melhorar
Você, eu e o mundo.
Para aprender é preciso deixar
Para não brigar, entregar os fatos
Para não brigar, abnegar.
Para aprender é preciso
Estar vivo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Trancada estou


Aqui estou eu

Trancafiada dentro de mim mesma.

E aqui estou eu

Lutando contra essa película que me envolve.

E no mais, eu

Que de tanto lutar contra tudo que há

Resolvi me consertar

E me entregar

Ao sono.

A desgraça jamais, sou persistente.

Mas estou cansada de sofrer.

Essa minha jaula de medo já está muito apertada.

Quero sair por aí, bem distante até de mim.

As paredes se movimentam

Queria eu nessa estonteante loucura
Sumir!
Mas mesmo que haja vontade em mim
Existe algo maior que se chama esperança.
Ela está dentro de mim a gritar
E espera todo dia, esse mundo mudar.
Eu espero a oportunidade que houver
Para que as pessoas melhorem
Existam verdades nas palavras minhas e alheias
Exista amor.
Ah, o amor!
Ele sim removeria definitivamente tudo
Se as pessoas soubessem quão enorme e maravilhoso ele é.
Se ao menos eu também soubesse.
Faria maravilhas
Mudaria tudo, ou deixaria do jeito que está.
Acredito que haja uma ponta de esperança
Como a última ponta de uma bagga.
Que pode ser tragada e satisfazer a alma.
Poderia assim, deixar que tudo que acontece nesse momento
Fosse tão real, inusitado, ilustre.
Profundo, puro.
Mas acontece tudo ao contrário, tudo parece estar de cabeça pra baixo.
Tudo desanda, mentiras contadas, pedras atiradas.
Por isso não sei onde estou.
Às vezes são flores, outras espinhos.
Às vezes são tudo, outras são nada.
E ta tudo muito mal terminado.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sem mais falar em sensatez

No momento não sei o que dizer
Pois tantas são as coisas que tanto quero
Mas o vento as atraza.
Ô vento, devolve-me a coragem, a liberdade, a insensatez.

Desejos, quão fortes são.
Palavras são só palavras e
Ponto(.)
Nunca vão resumir por completo o verdadeiro sentimento e valor das coisas
Amargo
Doce
Sujo
Limpo
Puro
Impuro
Cara lavada.

Pare o trem do mundo
Gire ao redor do outro.
Desisto!!
Não quero mais ficar tonta
Já me sinto uma louca por tudo rodar ao meu redor.
Ó, pare por favor!!

JehuLucena!!
E deitada em minha cama
O pensamento voa
Corre ligeiro mas não sai do lugar.
E ele vai longe e tão perto
Vai procurar quem pessoas e andanças.

E embolo na cama sem sono
E procuro nas minhas lembranças algo de bom.
Procuro entender os sentimentos que percorrem meu peito.
Procuro achar respostas pra tudo que há
Mas elas fogem do meu controle.

E quase caiu no sono
Mas esses pensamentos não saem de mim.
Eles me querem acordada pensando.
Eles me querem ver alucinada.

E não consigo mais tirá-los.
Nem tento mais, seria impossível
E deito, rolo, embolo

E finalmente durmo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

No momento eu

Eu que quero planar
A palma da minha mão.
Eu quero parar de voar
O meu coração.
Eu que na angústia do meu ser
Quero não mais saber
De mim nem de ninguém.
Eu já quero parar com isso
Quero uma corda macia
Uma corrente maneira
Uma gaiola pra ficar
Escondida, longe dessa bagunça
Eu só quero dançar
E me afogar
Num copo de vinho.

JehuLucena!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Me ajuda Super Man!!!

Bem, já nem sei mais o que tô fazendo
Muitas vezes me pego durante a noite
Pensando em tudo que fiz durante o dia
Nas coisas que ainda nem fiz.
Pensando nas pessoas que tô magoando
Na mágoa que causo em mim mesma.

Na verdade já tô perdida mesmo
Sem direção.. pro coração.
Tá tudo revirado aqui
- Me ajuda Super Man!!!!
Eu quero poder explicar
Os erros
Os fatos
Os desejos
Tá tudo muito revirado aqui.
Querendo um guia
Um mapa
Uma purificação.

Eu quero tocar fogo nessa casa
E na minha história tão mal contada.
Pronto, é isso!!!

sábado, 2 de maio de 2009

Passa depressa que eu não quero me assustar

Mas eu tô com medo
Medo de tudo que eu inventei
Medo das coisas que imaginei
E de tudo que abordei
E até do que eu vivi.

Porque essa história tá muito mal contada
E eu quero fugir daqui
Pra bem longeeeeee!!
E depois sorrir!

O saber do nem sei

O saber nem se sabe o que
O por que de tudo e como isso pôde acontecer.
Eu não sei, só sei que foi assim.
E me veja uma boa dose de olhos nos olhos
Que a minha dose de loucura já me deixou embriagada!

- Garçom por favor.. uma porção de olhos nos olhos!

Desculpe-me por tentar encobrir minhas façanhas
Por tentar por cima das suas franquezas
E das verdades que você insiste em me dizer.

Desculpe por tentar mostrar
O que nenhum de nós quer enchergar.
E assim duvidar, das artimanhas da vida.

Muitas vezes eu tentei ser aquilo que nem eu mesmo quero
Por medo da entrega
Por medo da demora.
Mas aprendi que devo arriscar
Meter a cara e encarar.
E me desculpo se ninguém pode enchergar o que há dentro de mim