quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amor!


Ei, espere!
Não despertes ele agora.
Ei, sossegues, ainda não chegou a hora.
O amor virá
Não se apavores.
Ainda é uma amizade.
Quando estiver na hora, deixo você o despertar!
E não mais acabará!
E não mais dormirá!
Hércules levantando a pele do mar, pede a Vênus para esperar um instante antes de acordar o amor.

Velhice?


Uma vida
Muitos cuidados
Desabafos
Cansaços!
Experiência
Adquirida.
Uma pele
Sofrida
Pelo sol, pelo tempo.
Um sorriso já sem dentes
Um cabelo incandescente
Que nem luz de presidente
Pra economizar energia.
A testa mostra os caminhos
Como mapas em todos os rumos.
Todos os lugares onde foram
Onde procuraram
Onde acharam
Um amor
Um amigo
Um inimigo
Um sorriso
Uma lágrima.
Pra mim não é velhice
É sim, muita experiência
De vida!
Muita história pra contar
Muitas coisas a compartilhar.
Olhem para dentro de si
E descubram...
A alegria de se ter experiência!
JehuLucena!

Migalhas...


Pombos procuram migalhas
Crianças também.

Formigas levam migalhas
Crianças também.


Migalhas que nós jogamos no lixo
Migalhas que caem ao vento.

Mas por que toda essa situação?
Será que não prestamos atenção?
Que com toda essa confusão
De preços, valores, compras, vai e vem
Deixamos de lado
As sobras dos banquetes
E pra onde vão?
Lixo!!



JehuLucena!

De mãos estendidas..


E quem consegue ver o brilho nos olhos das crianças que vagam em busca
Do pedaço do pão?
Das crianças que correm da solidão?
Das crianças que querem um chão
Um teto
Um coração?

Acontece tanto por aí, mas os burgueses se preocupam com seus sapatos e meias
Alguns outros com mais uma bomba com teias.
Gastam todo seu dinheiro, mas nunca tem uma só moedinha
Para dar
A esses que pedem perdão.
- Perdão Senhor, pelos meus pecados!
- O Senhor que dê porque eu não dô. - diz o velho passando.

Mas acontece que
Sendo assim
Preocupados com a globalização
Eles vivem e não dão atenção.
Mas globalização de quê afinal?

Comecem pelas crianças, pelos adultos, pelos famintos.
Famintos de pão, de conhecimento, de "abundanciamento".
Eles estendem as suas calejadas mãos
Suas tão pequeninas mãos
Mãos que produzem
Mãos que trabalham
Mãos que migalham.

Olhem nos olhos e sintam a sua dor.
Riem de coração?
Ou só por opção?
Estendam as suas mãos
E segurem o coração,
desses pequenos.
JehuLucena!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Essa tal de liberdade...

Vou contar-lhe a história de liberdade de um pássaro que achou uma gaiola e quis se prender.



Existia um passarinho, lindo e bem lilás. Um certo dia nas suas andanças, de tanto voar com as asas da esperança, encontrou uma gaiola numa varanda. A gaiola era linda, com alguns detalhes em ouro. Chamou a atenção do passarinho, e ele pousou na varanda, foi chegando de mansinho.
A gaiola há muito estava vazia. Não se aventurava em prender os belos pássaros fazia tempo. E o passarinho pensou que a gaiola poderia se sentir melhor com ele no seu interior a voar de devagarzinho.
Imaginem que loucura. Quem um dia imaginaria que aquele tão belo pássaro iria querer ficar preso. E todos os amigos, todos os outros pássaros pensaram que aquele pequeno era um estranho no ninho. Pois, qual pássaro em sua sã consciência iria trocar a liberdade por uma gaiola? Mesmo tendo ela detalhes em ouro.
E não foi que o pássaro se encantou mesmo pela tal gaiola. Todo dia ele voava para varanda "encantada" e ficava lá, de mansinho a espiar a gaiola. Mas vejam só que história mais louca, um pássaro se apaixonar e querer ficar numa gaiola que há tanto andava vazia. Mas ele não desistiu, todos os dias, ele se chega na varanda. Parece uma paquera.
Em uma das suas voadas para a tal varanda espiar, ele encontrou um amigo, que o perguntou:
- Mas amigo, o que você notou naquela gaiola? Os pássaros amam a liberdade, o voar livre. O ir o vir para onde querem, não gostam de gaiolas. O que você houve com você?
- Pense comigo: para quê tanta liberdade, se eu quero compartilhar algo que nem todos os meus amigos pássaros entenderiam? Quero compartilhar algo novo. Desenhar outros caminhos. Estar numa gaiola não é o fim do mundo. Faremos compania um ao outro e será bom. Um dia ela me soltará, outro dia ficará. Não será ruim.
E continuou sua andança. Será possível isso, pergunto a você. Mas o que significa liberdade, se essa dói quando queremos estar perto de alguém querido?


JehuLucena!

sábado, 20 de junho de 2009

Um menino chamado João

Nasceu no mês de Julho, tem já muita história pra contar.
Nasceu para ser feliz, e muita coisa aprontar.
Nasceu em pé-de-guerra, sem limites para estar.
Nasceu do estourar de uma bolsa, que a parteira esqueceu de avisar.

Cresceu como guri, sempre tendo o que contar.
Cresceu puxando o estilo, e as meninas a babar.
Cresceu em pé-de-guerra, para se aventurar.
Cresceu tanto, que foi navegar.

Viveu em alguns momentos se lamentando
Em outros se estourando
Em muitos se codificando
Pra ninguém o perceber.

Mas não teve jeito, menino João
Você nasceu e cresceu.
Não dá mais para amenizar
Você já é um homem, mas pode ainda chorar.

Viva a vida, menino João
Louve a Jah, Ele foi generoso contigo
Te deu a vida, te deu a mim.
Crescemos juntos, brincamos e alegramos.
Choramos muitas vezes baixinho, escondidos no canto da porta.
Mas não se preocupe, ninguém pôde escutar.
Ou até mesmo se preocupe, ninguém pôde nos ajudar.

Menino João, se eu pudesse contar
O meu amor por você
Nem mesmo as estrelas suportariam, iriam ficar com ciúmes
Pois seria bem mais que elas.

Menino João
Quanta saudade que eu sinto
Das nossas aventuras e nossas andanças de mãos dadas.
Das nossas conversas ao pé-do-ouvido
Que tanto costumávamos ter.

Tua irmã se chama Maria
E eu não me chamo Joaquina
Mas a nossa vida sempre foi de Morte e Vida Severina.
Na luta, na derradeira.
Nas confusões, no lamento.
No nascer de mais um menino, que é pra o povo ficar feliz.

Até pouco não sabiam da nossa história
Mas ninguém vai saber contar
As nossas aventuras, nossas leituras, nossas espadas.
De tudo que um dia vivi contigo, vivesses comigo.
Nasceste João
Cresceste João
Viveste João
Amasses João
Me destes muito amor, mas também muita dor.
Me fizesses querer fugir, sair daqui.
Mas eu prometi a ti, que se fugisse seria contigo.
Pra deixar todos de cara lavada da nossa proeza.
E ainda íamos saltitando em piruetas.

Sem ti João, minha vida anda tão vazia
Minhas alegrias já nem mais se consideram
A rua descansa deserta
Os cachorros correm livres
Os pássaros já nem pousam mais em minha janela.
Mas espero que tu volte logo.
Já não aguento de tanta saudade.
Volta logo menino João
E vem me pôr na mão
As borboletas que costumávamos colecionar.

Vem menino João
A vida nos espera, ainda temos que alegrar.
Curtir MV Bill, e "alguém nos chamar"
Seria Racionais?
Nossa, a vovó odiava esse som
Não curtia nem de leve
Dizia que era coisa de malandro
Mas não sabia ela, que eles cantam a nossa música
Nossa infância, nossa juventude.
Parece até que eles nos conheceram.

Lembro-me daquela música que costumávamos cantar:
a do Guina, lembra?
Só quero que você volte, meu querido.
Me dê essa alegria, acho que era tudo que eu queria.
Vamos fazer a história mudar
Vamos revirar a vida
E dar a volta por cima.
A gente é forte, já aguentamos tantas.
E não é a distância que vai apagar a esperança
Não é a distância que vai nos fazer desistir.
Estou orando a Jah por você
Pra que Ele possa te proteger.
Te dar paz, até mesmo no inferno.
Te dar esperança, pra essa vida que anda tão vazia.
Te dar a certeza, do meu amor.

E eu fico por aqui
Parei de escrever e vou dormir.
Ah, mas antes, meditar a Jah
Pedir a ele que conforte
E acabe logo com essa saudade


Eu nem prometo não chorar
Mais eu prometo me controlar
E acho até que vou parar
Antes que comece a embassar.

A única coisa a mais que tenho a dizer
É que a gente vai lutar junto
Dá felicidade e orgulho a vovó
Estar juntos em mais um dia
Pra poder quem sabe curtir um baguette, um reggae
E regar o amor.
Ele sim alimenta, faz esperar
Orienta.

Eu acredito no amor.
Ele me mantém viva até hoje.
Eu só tenho a dizer que eu te amo!


(Poesia marginal?)
( Crônicas de uma vida real - marcante, de uma saudade que tinha que ser colocada no papel)


JehuLucena!

Quase um diário

Lembrei-me hoje que cheguei a ter um diário.
Escrevia tudo que sentia nele.
Gardava entre sete chaves, pra ninguém ler meus sentimentos.
Mas do que adiantou??
Ninguém consegue nem ler meus pensamentos.
Lembrei-me hoje que um dia eu tive tudo
A alegria, o sentimento, o amor, a vida.
Levaram e deixaram branca a parede.
Mas peraí, será que levaram ou eu que deixei escapar?
Do jeito que sou tão besta, bem capaz de ter deixado escapar.
Lembro-me que minutos atrás nem sequer pensei que escreveria.
Que a alguns anos, eu era apenas uma menina
Que brincava de bonecas e bola-de-gude.
Onde ela (eu), f(u)oi parar?Ah, já nem sei mais.
Acho que se perdeu na imensidão de coisas pra fazer.


JehuLucena!

Me atormenta.

Medo...
Vá embora e acabe logo esse congestionamento chato.
Leve consigo toda essa mazela que me enche a alma.
Vá medo, desapareça daqui, só me deixas
Confusa
Cafusa
Difusa.
Complica tudo isso não, medo.
Mas que coisa chata!!!!
Ah, se eu pudesse escapar de ti, pularia o muro da vizinha e fugiria.
Pra bem longe, onde não pudesses me alcançar.
Logo mais quando tiver forte, o farei.
E direi:
Fuiiiiiii!


JehuLucena!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pé de maçã!

Se me sinto apaixonada
Não sei o que dizer.
Se te quero perto a mim
Meus olhos já falam por si.
Se meus olhares já não dizem
Minhas mãos suadas de vergonha fazem.
Se te encontro na esquina
Meu coração bate forte
Já não posso mais sufocar.
Se te espero na saída
Quero lhe ver passar.
Se te falo ao ouvido
Quero que me escute.
Te falarei baixinho, direi sobre meus sentimentos
E você, prometa me escutar.
Porque eu vou dizer:
Voe comigo meu bem, e eu te mostrarei os encantos das mais belas borboletas.


JehuLucena!