quinta-feira, 25 de junho de 2009

De mãos estendidas..


E quem consegue ver o brilho nos olhos das crianças que vagam em busca
Do pedaço do pão?
Das crianças que correm da solidão?
Das crianças que querem um chão
Um teto
Um coração?

Acontece tanto por aí, mas os burgueses se preocupam com seus sapatos e meias
Alguns outros com mais uma bomba com teias.
Gastam todo seu dinheiro, mas nunca tem uma só moedinha
Para dar
A esses que pedem perdão.
- Perdão Senhor, pelos meus pecados!
- O Senhor que dê porque eu não dô. - diz o velho passando.

Mas acontece que
Sendo assim
Preocupados com a globalização
Eles vivem e não dão atenção.
Mas globalização de quê afinal?

Comecem pelas crianças, pelos adultos, pelos famintos.
Famintos de pão, de conhecimento, de "abundanciamento".
Eles estendem as suas calejadas mãos
Suas tão pequeninas mãos
Mãos que produzem
Mãos que trabalham
Mãos que migalham.

Olhem nos olhos e sintam a sua dor.
Riem de coração?
Ou só por opção?
Estendam as suas mãos
E segurem o coração,
desses pequenos.
JehuLucena!

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